A segunda vaga da pandemia de covid-19 que assola a Europa deverá condicionar a retoma do turismo em Cabo Verde, conforme previsão do banco central, admitindo que esse cenário poderá levar as contas do país para uma recessão histórica de quase 11%.

Segundo as previsões que constam do Relatório de Política Monetária do banco central cabo-verdiano, divulgado quarta-feira, no cenário base, Cabo Verde pode enfrentar este ano uma recessão económica de 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB). No cenário mais adverso, essa recessão pode atingir os 10,9%.

Já para 2021, o Banco de Cabo Verde (BCV) dá como certo um crescimento económico, que pode ir dos 3,0 aos 5,1% do PIB.

Entre vários riscos ao desempenho económico, o BCV aponta os efeitos na procura turística em entre dezembro e março de 2021, devido à segunda vaga de contágios por covid-19 nos principais países emissores de turistas para Cabo Verde, sobretudo europeus, e nomeadamente o Reino Unido.

Também assinala os impactos no mercado de trabalho e rendimento das famílias face a “eventuais encerramentos de empresas”, que já não conseguem “acomodar uma dilatação temporal ou um agravamento de restrições às suas atividades”.

Estas previsões contrastam com as expectativas oficiais do Governo cabo-verdiano, que já admitiam uma recessão histórica, entre 6,8% e 8,5% do PIB este ano, e um crescimento económico no próximo ano de 4,5%, caso se confirme o desconfinamento internacional.

Cabo Verde depende economicamente do turismo, que representa 25% do PIB, mas o setor está parado desde 19 de março, quando foram suspensos os voos internacionais comerciais, para conter a transmissão da covid-19.

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