Quase uma semana após receber as primeiras doses da vacina, o Senegal iniciou oficialmente sua campanha de vacinação contra a Covid-19 na terça-feira, 23 de fevereiro. O país de Teranga torna-se assim um dos primeiros na África Ocidental a iniciar esta fase crucial na luta contra a pandemia.

Nesta dinâmica, as autoridades senegalesas anunciaram que vão utilizar um “cocktail” de vacinas (Sinopharm, Sputnik V, Astrazeneca, Pfizer…) para vencer a doença.

Falando sobre o assunto, o ministro da Saúde, Abdoulaye Diouf Sarr, disse que o Senegal está a negociar com outros países a obtenção das vacinas.

O Senegal que é um país de renda média-baixa, deverá beneficiar de 1,3 milhões de doses da vacina gratuitamente através da primeira onda do programa COVAX da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O país também está qualificado para receber 3,4 milhões de doses a um custo de 23 milhões de dólares como parte de um plano da União Africana. “Estamos no processo de finalizar a nossa relação comercial com a Rússia para introduzir a vacina Sputnik V muito em breve”, disse o ministro, acrescentando que “o Senegal também pretendia obter mais vacinas do programa da União Africano”.

O Senegal, que pretende adquirir nas próximas semanas cerca de 6.800.000 doses da vacina, recebeu, na última quarta-feira (17/02) um primeiro lote de 200.000 doses adquirido aa farmacêutica chinesa Sinopharm por um valor estimado de 3,74 milhões de dólares.

Como parte desta campanha de vacinação, o Senegal começará com essas 200.000 doses de vacina adquiridos no laboratório chinês Sinopharm,

Este mesmo laboratório  também já forneceu outros países africanos,  tais como as Seychelles, o Zimbabwe, o Egito e a Guiné Equatorial.

Dez das 14 regiões do país já receberam as suas doses para iniciar a campanha de vacinação, anunciou a diretora-geral da Farmácia Nacional de Abastecimento, Annette Seck Ndiaye.

A taxa oficial de infeção no Senegal é muito inferior à registada na Europa, com mais de 33.000 casos registados oficialmente desde março de 2020, mas o país de 16 milhões de habitantes enfrenta uma segunda vaga de Covid-19 que forçou o governo a impor novas restrições em janeiro de 2021, incluindo o recolher obrigatório em Dacar.

O Senegal pretende imunizar cerca de 90% dos 3,5 milhões de pessoas visadas, incluindo profissionais de saúde e pessoas de alto risco com idade entre 19 e 60 anos, até o final de 2021 e doar 10% das 200 mil vacinas para à Guiné-Bissau e Gâmbia.

O país registou, nesta segunda-feira, 22 de fevereiro, 33.099 casos confirmados, sendo 27.428 curados e 814 óbitos.

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