Sissoco avisa, MADEM não está acima do estado.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, avisou o líder do Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (MADEM-G15), Braima Camará, que “há regras na Guiné-Bissau” e que “não deve confundir o Estado com um partido-Estado”.

Na segunda-feira, os seguranças de Braima Camará, foram desarmados pelo Ministério do Interior.

“O líder do MADEM-G15 sabe que não é colega do Presidente da República”.

“A Guiné-Bissau é um Estado com regras, não é um partido-Estado, onde os partidos ditam as regras”, disse Sissoco Embaló.

Falando aos jornalistas no final de uma visita às instalações de treino militar de Cumeré, Sissoco Embaló lembrou que, há dois anos, era um dos altos dirigentes do MADEM-G15.

“O partido não é propriedade do coordenador nacional, é um bem coletivo. Eu sou um dos fundadores e fui o terceiro vice-coordenador nacional”.

 

MADEM ataca a soberania do PR

Alguns dirigentes do MADEM-G15 acusaram publicamente o chefe de Estado de ter abandonado a aliança política que suportou a sua candidatura para aliar-se a Botche Candé, líder do Partido Trabalhista Guineense (PTG).

“Como Presidente da República, não posso aceitar que alguém me guie e não posso ter problemas com nenhum outro líder partidário, porque estou acima de todos os partidos”.

Disse Sissoco Embaló, antes de acusar os “civis” de criarem desordem no país.

“Nas Forças Armadas, a pirâmide é vertical”.

“Antes de qualquer intervenção pública dos generais, eles têm que pedir a autorização dos seus superiores, mas é difícil lidar com os civis, que gostam de desordem.

Sissoco Embaló negou que tenha chegado ao poder apenas e só graças ao apoio que teve do seu partido, referindo que recebeu apoio dos que agora são os seus novos aliados.

Braima Camará, que esteve ausente do país durante 10 meses, regressou no sábado à Guiné-Bissau.

Nas primeiras declarações à imprensa, feitas no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, Braima Camará condenou todos os “atos subversivos” que ocorreram no país “nos últimos tempos”, incluindo o ataque ao Palácio do Governo, ocorrido em 01 de Fevereiro deste ano que disse, “envergonhou todos os guineenses”.

 

Conclusão

Se alguma coisa está certa na Guiné-Bissau neste momento é que o “governo” está desorientado. Já aqui demos a notícia da tomada de posição de Umaro Sissoco Embaló em dissolver o Parlamento eleito pelo povo, citando “divergências persistentes” e “inultrapassáveis”.

A esta dissolução seguiu-se a convocação de eleições, apenas para o fim do ano, mais precisamente para o dia 18 de Dezembro, por se estar a aguardar a chegada de impressoras para arrancar com o recenseamento eleitoral.

Estas decisões completamente desconexas surgiram após outras decisões completamente ilógicas tomadas pelo parlamento. Ou seja, ninguém se entende neste momento na Guiné-Bissau.

Eu pergunto. Até quando neste país dos PALOP se vai continuar a “brincar aos governos” em vez de se ter um governo a sério? Ao fim de 49 anos de independência, não seria de esperar que os governantes da Guiné-Bissau já tivessem tomado juízo?

Alguma coisa tem que ser feita e terá que ser o povo a fazer algo pois desta forma não se vai a lado nenhum.

 

O que achas desta situação? Sissoco Embaló está a agir correctamente? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © MADEM-G15 
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