Sudão do Sul: Acordo abre portas à paz.

Refém de um ciclo de violência desde 2013 devido às rivalidades entre o seu presidente e vice-presidente, o Sudão do Sul multiplica acordos para acabar com a guerra.

Mas agora, as duas principais fações, opostas no conflito, querem criar um exército unificado.

O presidente Salva Kiir e o seu rival, o vice-presidente Riek Machar, assinaram este domingo, 3 de abril 2022, um acordo militar fundamental no quadro do acordo de paz de 2018, e sobre o qual as negociações estavam estagnadas há semanas

Quatro anos depois da assinatura de um acordo de paz para colocar um término ao conflito no Sudão do Sul, os obstáculos faziam temer uma retoma das hostilidades, mas, este domingo, o processo de paz parece que vai seguir em frente.

O aperto de mão entre Salva Kiir e Riek Machar selou o acordo que deve levar à criação de um exército de união, que está no cerne do acordo de paz e no cerne das divisões.

Salva Kiir e Riek Machar não conseguiam até agora chegar a acordo sobre a composição da estrutura de comando das forças armadas de união.

Com este acordo prevê-se que 60% dos postos de chefia pertençam ao campo de Salva Kiir e 40% à oposição e as nomeações devem ser feitas ainda esta semana.

Por outro lado, o documento assinado prevê que as forças armadas de união sejam certificadas num prazo máximo de seis meses. Alem disso, o texto apela as partes ao respeito pelo cessar-fogo e prevê encontro regulares dos signatários para a “construção de confiança”.

Independente do Sudão, desde 2022, o Sudão do Sul, rico em petróleo, entre outros, afundou-se numa crise de segurança que opõe as duas personalidades desde 2013.

Apesar da assinatura de acordos de paz, o conflito entre as duas partes tem alternado muitas vezes entre confrontos armados e paralisia do aparelho estatal, devido às diferenças entre os dois líderes.

Como resultado dessas rivalidades, 11 anos após sua independência, o país é um dos mais pobres do mundo, enquanto a crise de segurança se mistura com dificuldades económicas e uma crise social que desalojou milhões.

Segundo o Banco Mundial, 82% da população vive abaixo da linha da pobreza.

A um ano das futuras eleições, muitos observadores aguardam para ver se os acordos assinados entre as duas partes serão efetivamente aplicados, para pacificar o Estado mais jovem do mundo, ou se o Sudão do Sul entrará novamente num novo ciclo de violência.

 

O que achas da situação no Sudão do Sul? Será mesmo desta, que as duas partes se vão entender? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © DR
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