Tanzânia: Castanhas de caju processadas vendidas nos EUA

Toda a produção processada de castanhas de caju, vai para a Ward Holdings International, dos Estados Unidos.

Na Tanzânia, o caju é uma das principais culturas comerciais. Com o crescimento do consumo mundial, principalmente nos EUA, a indústria local de processamento alimenta grandes ambições de desenvolvimento.

O grupo americano Ward Holdings International (WHI) anunciou recentemente que compraria toda a produção de castanhas de caju processadas ​​na Tanzânia de fábricas aprovadas pelas autoridades.

De acordo com Lloyd Ward, o seu presidente, a empresa fez parceria com a outra norte-americana, JF Braun & Sons, um dos principais fornecedores de frutas secas e castanhas dos Estados Unidos.

Segundo as palavras do responsável, transmitidas pelo The Citizen, os primeiros contentores sairão do porto de Dar es Salaam com destino aos EUA ainda este ano (2021).

Além disso, espera-se que o preço de compra das unidades de processamento fique em torno de 6,5 dólares por quilo, em comparação com os atuais 5,6 dólares, isto supondo que as condições de mercado para as castanhas permaneçam favoráveis ​​nos próximos meses. E que não haja novos problemas devido às novas variantes da pandemia.

Embora as quantidades envolvidas não tenham sido especificadas pelo Lloyd Ward, note-se que a Tanzânia só processa cerca de 10%/ da sua colheita anual ou seja entre 20.000 e 30.000 toneladas.

Para os observadores, essa oportunidade de negócios permitirá ao país tirar proveito da força do consumo de cajus nos Estados Unidos, bem como do interesse dos importadores em comprar em África, à medida que os preços dos contentores disparam na Ásia, o principal centro global de transformação das castanhas de caju.

Além disso, a abordagem da WHI deve estimular o investimento público no segmento de processamento, a fim de gerar mais valor agregado neste setor estratégico.

Lembramos que a Tanzânia é o quarto produtor africano de castanhas de caju e o país planeia produzir 700.000 toneladas de cajus até 2025, mais do que o triplo atual de 200.000 toneladas.

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