A Tanzânia foi alvo de ataques por parte de homens armados, proveniente da província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, que mataram pelo menos, 20 pessoas, entre soldados e civis, e destruíram um hospital e um aquartelamento do Exército, segundo a Reuters. Este ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico Província da África Central (ISCAP).

A província de Cabo Delgado é palco, há três anos, de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas. A violência provocou uma crise humanitária com mais de mil mortos e cerca de 250 mil deslocados interno.

O Presidente Filipe Nyusi, citado pela Lusa, chamou a atenção para o facto de que “Desde o início dos ataques, em 2017, foram afetadas 138 escolas, 45 das quais foram destruídas, afetando 61.789 alunos e 1.132 professores”.

Segundo Filipe Nyusi, os alunos e professores mais afetados pela violência armada em Cabo Delgado são dos distritos de Mocímboa da Praia, Quissanga e Macomia que, além de provocarem a paralisação das aulas, os grupos armados naquela província destruíram total e parcialmente várias instalações dos serviços distritais de educação.

O Presidente moçambicano disse que as autoridades estão a fazer tudo para garantir que os professores e alunos que foram obrigados a abandonar os distritos possam voltar para as zonas de origem. “Estamos a trabalhar neste sentido e não vamos vacilar”, frisou o Chefe de Estado moçambicano.

Ainda no sábado, de acordo com a Reuters, um outro grupo do ISCAP atacou a vila moçambicana de Macomia, na costa da província de Cabo Delgado.

De referir que na semana passada, grupos armados destruíram algumas aldeias em Olumbi, perto de Palma, às portas do local onde duas multinacionais planeiam construir um dos maiores terminais de gás natural liquefeito do mundo.

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