Tidjane Thiam, um dos grandes nomes da finança africana, foi nomeado pelo governo de Ruanda como presidente do conselho de administração da Rwanda Finance Ltd (RFL), agência governamental encarregada de mobilizar investimentos.

Thiam parece a pessoa certa. Depois de ingressar no Credit Suisse em 2015, Thiam, em 3 anos, levou  o gigante bancário a lucrar 5,2 mil milhões de dólares, quase o dobro do orçamento de Ruanda para 2020-2021 ou seja 3,43 mil milhões.

Thiam renunciou ao cargo de CEO do Credit Suisse em fevereiro, após um escândalo prejudicial no qual ele teria alegadamente autorizado um programa massivo de espionagem contra ex-executivos do banco suíço.

Fundada em 2018, a RFL embora seja uma entidade governamental, opera por meio de um mecanismo independente exclusivo.

Há outro elemento que Tidjane Thiam traz para o Ruanda. Ele é considerado um confidente próximo do presidente francês Emmanuel Macron.

Acontece que Macron e Kagame têm desfrutado de um relacionamento excecionalmente bom, apesar de anos de luta pública entre o governo de Kagame e a França sobre o genocídio de 1994 contra os tutsis.

Thiam serviu no governo da Costa do Marfim em 1998 até que um golpe militar derrubou o governo do presidente Henri Knonan Bedie.

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