Os analistas da Capital Economics, uma consultora sedeada em Londres, embora não apresentem previsões específicas para todos os países lusófonos, fazem estimativas para Angola e Moçambique, apostando, no caso de Moçambique, numa ligeira quebra de 0,5% este ano, seguida de uma retoma a rondar os 4%, sustentada nos investimentos na exploração de gás natural.

Crescimento Económico

2020

2021

Angola

4.0

3.2

Cabo Verde

6.8

4.5

Guiné-Bissau

2.9

3.0

Guiné Equatorial

6.0

2.2

Moçambique

0.5

2.1

São Tomé e Príncipe

6.5

3.0

África Subsaariana

3.0

3.1

Sobre Angola, os analistas dizem que apesar do crescimento económico negativo pelo quinto ano consecutivo, os receios de um incumprimento “default” foram afastados depois do apoio do Fundo Monetário Internacional e dos acordos alcançados com vários credores, entre os quais se conta a China, um dos maiores detentores de dívida neste país.

Dívida Pública

2020

2021

Angola

120.3

107.5

Cabo Verde

136.8

137.6

Guiné-Bissau

79.8

79.0

Guiné Equatorial

51.2

48.2

Moçambique

121.3

123.5

São Tomé e Príncipe

73.6

66.7

África Subsaariana

56.6

57.8

“O acordo com a China e a adesão à Iniciativa para a Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) são muito importantes para melhorar a perspetiva de Angola a curto prazo, mas os problemas de dívida podem reaparecer mais para a frente”, alertam, ainda assim, os analistas.

A previsão aponta para uma queda de 5% do PIB e uma recuperação de 2 a 3% nos próximos anos, à semelhança do que vai acontecer com todos os lusófonos, de acordo com as previsões feitas pelo FMI.

Mesmo para a Guiné Equatorial, o país lusófono há mais tempo em recessão, o FMI estima um crescimento de 2,2%, sustentado na recuperação do petróleo e no programa de assistência financeira que o Fundo tem no país.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite aqui o seu nome


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.