Togo, um pequeno país, com o 4° maior porto de contentores de África

Apesar da crise sanitária que paralisou a economia mundial, o Porto de Lomé experimentou uma retoma das atividades em 2020 no seu segmento de contentores, com um crescimento de dois dígitos.

Segundo a Lloyd’s List, jornal londrino especializado em questões de transporte marítimo, publicado desde 1734, a plataforma portuária togolesa movimentou 1.725.270 TEUs em 2020 contra 1,5 milhão um ano antes, representando um crescimento de 15%.

Graças a este desempenho, ligeiramente superior aos números recentemente comunicados pelas autoridades portuárias locais – 13% – Lomé é um dos motores de crescimento a nível mundial: 2º no crescimento africano e 7º na progressão mundial em 2020.

O Porto do Togo está assim a entrar pela primeira vez no One Hundred Container Ports 2021, uma classificação mundial dos 100 maiores portos de contentores.

Este grande impulso deve-se principalmente às operações de transbordo do Terminal de Contentores de Lomé (LCT), do terminal de contentores da Terminal Investment, o braço portuário da MSC e o da China Merchants Port Holdings.

O Porto de Lomé, cuja movimentação de contentores aumentou rapidamente nesta década – mais de 200% – graças aos investimentos realizados, entra no “ás” dos portos africanos com melhor tráfego de contentores, atrás de Tanger Med (5,7 milhões de TEU), Port Saïd no Egito (4 milhões de TEU) e Durban (2,5 milhões).

Recorde-se que a classificação mundial é dominada pelos portos asiáticos, incluindo sete chineses, sendo que Xangai ocupa o primeiro lugar. O primeiro porto europeu, 10º no ranking, é Rotterdam, na Holanda.

O investimento massivo realizado no Porto de Terminal de Contentores de Lomé enquadra-se na transformação estrutural da economia incluindo consolidação fiscal e processamento de produtos locais.

Relativamente à crise, a economia togolesa mostrou-se resiliente, sendo o caso do Porto de Contentores, um dos exemplos.

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