Trailer do novo Pantera Negra bate records.

O trailer do novo filme do Pantera Negra “Wakanda para Sempre” bateu todos os records de visualizações, alcançando mais de 172 milhões de visualizações em menos de 24h.

 

O impacto

Os fãs de Pantera Negra foram brindados com o primeiro trailer do próximo filme “Black Panther Wakanda Forever” no fim de semana. O trailer de 2 minutos apresentou as vozes de Tems e Kendrick Lamar e apresenta Lupita Nyong’o e Danai Gurira, sendo considerado uma homenagem ao falecido C. Boseman, que desempenhava o papel principal, como Pantera Negra.

As primeiras imagens da sequência das aventuras do povo de Wakanda foram reveladas na Comic-Com, em San Diego, EUA e tornou-se uma das principais estreias de trailers do Universo Cinematográfico Marvel para um filme de super-herói, uma fonte próxima à Marvel confirmou o número de visualizações.

A audiência do trailer de “Wakanda Forever”, em apena 24h, quase dobrou as 88 milhões de visualizações que o trailer original de “Pantera Negra” obteve em 2017.

O trailer também incendiou as mídias sociais, com tópicos relacionados a “Pantera Negra” conquistando mais de 893.000 menções. Chadwick Boseman, Namor, Shuri, T’Challa, Ryan Coogler e Angela Bassett tornaram-se tópicos de tendências nacionais após a estreia do trailer, e a hashtag #WakandaForever ocupou o primeiro lugar por mais de cinco horas consecutivas.

“Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” deve chegar aos cinemas a 11 de Novembro de 2022, uma data interessante para os PALOP, já que coincide com os festejos da independência de Angola.

 

A sequela

Após o enorme sucesso de “Pantera Negra” em 2018, os planos para uma sequela foram rapidamente colocados em ação. Mas esses foram alterados após a morte inesperada de Chadwick Boseman em Agosto de 2020, devido a um Cancro no intestino.

O estúdio disse que não iria reformular o papel de T’Challa de Boseman, mas muito pouco saiu sobre o filme nos anos seguintes. A produção terminou em março após vários atrasos, um dos quais devido a uma lesão sofrida por Letitia Wright, que interpreta a irmã inteligente de T’Challa, Shuri.

Também retornam ao seu papel, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Winston Duke e Angela Bassett, mas não Daniel Kaluuya. Os actores e os produtores presentes na Comic-Con prestaram homenagem a Boseman, afirmando que o:

“O seu impacto […] na indústria será sentido para sempre”.

Ao atingir 172 milhões de visualizações nas suas primeiras 24 horas, “Pantera Negra: Wakanda Forever”, tornou-se um dos principais lançamentos de trailers para um filme independente da Marvel, seguindo títulos como o de “Homem-Aranha: Sem Caminho para Casa” (o maior de todos os tempos com 355,5 milhões de visualizações) e o “Thor: Love and Thunder” (209 milhões de visualizações).

Quatro trailers de “Vingadores” também tiveram números extraordinários, “Vingadores: Ultimato” (289 milhões), o trailer final de “Vingadores: Ultimato” (268 milhões), o de “Vingadores: Guerra Infinita” (230 milhões) e “Vingadores: Infinito” War” (179 milhões).

Deve-se notar que, ao contrário de muitos desses filmes da Marvel mencionados, o trailer de “Pantera Negra: Wakanda Forever” foi lançado em uma noite de sábado por volta das 21:20h (hora local). Esse não é exatamente o horário mais desejado para a estreia de um trailer, pois a maioria dos trailers é lançada nas manhãs da semana e aproveita o fator de as pessoas re-assistirem no dia de trabalho.

O trailer marcou a primeira revelação da sequência de “Pantera Negra”, que marca a próxima entrada da longa-metragem no Universo Cinematográfico da Marvel. A filmagem mostra a nação de Wakanda em guerra contra um exército de atlantes, liderado pelo temível Namor (Tenoch Huerta).

Aproveitando o sucesso do lançamento do trailer, a Hollywood Records e a Marvel Music lançaram uma banda sonora do prólogo para o filme na segunda-feira. A banda sonora inclui o cover de Tems de “No Woman, No Cry”, de Bob Marley, que ganhou elogios pelo seu destaque no trailer.

 

As influências africanas do filme

A sociedade utópica de Wakanda, descrita no filme, é uma sociedade africana que nunca foi colonizada. Um sonho para todos os africanos, no continente e na diáspora.

Mas esta sociedade traz a maioria das identidades e economias africanas ligadas à colonização, bem como as diferentes identidades culturais africanas que, são transpostas soberbamente para o grande ecrã.

Vamos aqui dar conta, de algumas dessas influências que apareceram no primeiro filme e que, acreditamos, algumas delas irão continuar representadas no segundo.

 

O Chapéu da Rainha Zulu

A Rainha Ramonda tem chapéus vermelhos elaborados a partir de tecidos feitos de erva seca. entrelaçado com algodão vermelho e cabelo humano e coberto com ocre vermelho com contas usadas por mulheres zulu, casadas, para fins cerimoniais.

Em seguida, é cozido no cabelo de quem porta esses chapéus. O ocre vermelho (que se refere à vaca viva e também evoca o sangue da terra) é reaplicado periodicamente.

 

Placas Labiais Mursi

Um ancião de Wakanda na sala do trono usa um protetor labial. Os Mursi, Chai e Tirma na Etiópia são alguns dos grupos étnicos que usam placas labiais em África. São grandes discos de cerâmica ou madeira colocados no lábio inferior. A placa labial (dhebi a tugoin) tornou-se a principal característica distintiva visível dos Mursi.

É importante notar que a sociedade Mursi é bastante igualitária como comunidade e é sempre uma escolha dos jovens ter ou não os seus lábios perfurados e não algo que os mais velhos lhes impõem.

 

A Máscara Igbo

Recordam-se que Erik Killmonger “rouba-a” de um museu de Londres numa das cenas do filme. Esta máscara, da Nigéria, também é conhecida como “ A Máscara dos tempos de bravura” (Mgbedike).

A máscara tem dentes e chifres ameaçadores, alem de um penteado que entrelaça cobras, macacos, antílopes e humanos. É usado com um traje coberto com penas, gramíneas e chocalhos de sementes. A máscara representa um espírito agressivo, impetuoso, poderoso e teimoso.

 

Os Guerreiros Maasai

Quem viu o primeiro filme, não pode deixar de ter notado a aparência distinta de Dora Milaje, que se parece de forma muito familiar com os Guerreiros Maasai do Quénia e na Tanzânia. O shuka (pano) Maasai xadrez vermelho e azul é facilmente reconhecível.

Os estilos de beading (colares) Maasai também podem ser vistos ao longo do filme, especialmente os colares usados ​​por mulheres.

 

Ova Himba

Estes são usados por um dos anciãos Wakanda. As mulheres Himba, da Namíbia, são conhecidas por se cobrirem com pasta de otjize, uma mistura de gordura de manteiga e pigmento ocre.

É usado para limpar a pele por longos períodos devido à escassez de água. A mistura cosmética, muitas vezes perfumada com a resina aromática do arbusto omuzumba, confere à pele e às tranças de cabelo uma característica distinta de laranja ou vermelho, bem como textura e estilo

 

Dahomey Mino

A Dora Milaje, a principal guarda-costas da inspiração do Rei é tirada das amazonas do Dahomey, ou Mino, que significa “ou mães” na língua Fon. Elas eram um regimento militar feminino do Reino de Daomé na atual República do Benim, que durou até o final do século XIX.

Eram treinados com rigor militar, uniformizadas e equipados com armas dinamarquesas (obtidas no comércio). Em meados do século 19, existiam entre 1.000 e 6.000 mulheres, cerca de um terço de todo o exército do Daomé.

 

Manta Basotho

W’Kabi, assim como outros, aparecem em várias cenas do filme vestindo a manta basotho. Também conhecido como Seana Marena, é uma forma distinta de manta tribal de lã usada tradicionalmente pelo povo Sotho na África Austral.

A forma como os homens do Lesoto usam estes cobertores tradicionais baseia-se no Kaross tradicional, uma capa de pele de animal, embora a sua transformação em “tecido de fábrica” seja atribuída ao Rei Moshoeshoe do final do século XIX.

 

Kente de Gana

Numa dada altura durante o filme, o rei T’Chala aparece vestido com Kente, um tipo de tecido de seda e algodão feito de tiras de tecido entrelaçadas e é nativo do povo Akan Gana e da Costa do Marfim. Recorde-se que o ex-Secretário-Geral da ONU, Kofi Anan, era Akan.

Kente vem da palavra kenten, que significa cesta no idioma Akan Asante. Os Akans referem-se a kente como nwentoma, que significa pano tecido. É um pano real e sagrado Akan usado apenas em momentos de extrema importância e era o pano de reis.

 

Conclusão

Esta lista de influências que nós apresentámos, não é exaustiva e seguramente se procurarem bem, podem encontra mais influências culturais africanas no filme.

Se há uma coisa certa nestas séries de filmes do “Pantera Negra” é o facto de eles trazerem, claramente, maior visibilidade às várias culturas africanas que, mesmo em África, muita gente desconhece.

E por isso, a Marvel e a Disney, estão de parabéns.

 

O que achas destes filmes do Pantera Negra? Vais ver a sequela? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

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Imagem: © 2022 DR

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