Três anos antes do 11/09/2001 os carros-bombas no Quénia e na Tanzânia

Este sábado, 11 de Setembro 2021, marca o vigésimo aniversário do “11 de Setembro”, o maior ataque em solo americano, na história dos Estados Unidos.

No entanto, no caminho que levou ao 11 de Setembro de 2001 estão os mortíferos carros-bombas que a 7 de agosto de 1988 explodiram nas embaixadas dos Estados Unidos em Nairobi e em Dar-es-Salaam e que marcaram o aparecimento da Al-Qaeda na cena internacional e implicaram de forma definitiva, o continente africano nessa espiral de violência.

A meio da manhã de 7 de agosto de 1998, uma enorme explosão arrasou a embaixada americana no centro de Nairobi, seguida, alguns minutos depois, de uma outra deflagração em Dar-es-Salaam.

No total, 224 pessoas morreram, sobretudo em Nairobi e cerca de 5.000 ficaram feridas – africanos na sua quase totalidade.

Estes ataques constituíram um novo fenómeno, em dois países e num Continente sem nenhuma preparação para esses tipos de situações.

Nunca tinha havido tantas mortes dessa forma em África, que praticamente da noite para o dia, se viu a ser utilizada na guerra que viria a opor Osama bin Laden e a sua organização aos Estados Unidos.

A resposta dos Estados Unidos da América foi o lançamento de mísseis contra alvos em vários países.

Ao olhar para o evoluir dos acontecimentos que resultaram no 11 de Setembro de 2001, os ataques coordenados em Nairobi e Dar-es-Salam e a sua resposta foram o principio da guerra a que assistimos hoje e na qual a África, está cada vez mais no epicentro, e cuja situação na Somália, no Sahel e em Moçambique são, infelizmente a prova.

Se esses ataques, na altura, não foram dirigidos a africanos – dirigiam-se explicitamente a alvos ocidentais – a situação tem vindo a mudar e agora é a população local que é cada vez mais visada.

Prova disso, entre os vários ataques, em outubro de 2017, um camião carregado de explosivos rebentou na capital da Somália, Mogadíscio, matando cerca de 600 pessoas.

O Quénia foi duramente afetado, mais uma vez, ao ser palco do atentado contra o Centro Comercial Westgate, em Nairobi, em Setembro de 2013 no qual morreram 67 pessoas.

Mais recentemente os ataques quase diários na chamada região das “três fronteiras” no Sahel e a situação na Província moçambicana de Cabo Delgado.

Se a imprensa mundial consagrará muito dos seus artigos de hoje ao vigésimo aniversario do 11 de Setembro – sem deixar de mencionar a recente derrota americana e ocidental no Afeganistão – Mercados Africanos, relembrou que foi no Quénia e na Tanzânia que tudo começou, três anos antes do ataque do 11 de Setembro de 2001, às Torres Gémeas.

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