Turkish Airlines começou a voar para Luanda.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan fará uma visita oficial ao Togo a 20 de outubro 2021, a primeira do género, que faz parte de uma viagem que o levará também à Nigéria e a Angola, primeiro e segundo produtores de petróleo do continente.

Precisamente, a rota Istambul (Turquia) – Luanda (Angola) foi inaugurada nesta quarta-feira, 13 outubro 2021, com a realização do primeiro voo da Turkish Airlines, numa aeronave A330-200, que pousou no início da tarde no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro.

Segundo o Jornal de Angola, este voo trouxe entre os passageiros a abordo uma delegação do governo turco, empresários e convidados.

Na próxima semana, Luanda acolhe o Fórum Angola – Turquia, numa resposta do país à ida em Julho 2021 de João Lourenço e uma delegação de negócios de Angola àquela nação que partilha dois continentes, a Europa e a Ásia.

A Turkish Airlines vai operar dois serviços semanais, a quarta e sexta-feira e estas duas frequências semanais respondem aos desafios da cooperação no domínio dos transportes aéreos ao abrigo de um Acordo Bilateral de Serviços Aéreos, assinado, em Julho 2021, pelos governos dos dois países na capital turca, Ancara.

Ao contrário dos EUA de Trump e da União Europeia, que se fecharam e “olharam para dentro”, a Turquia também usou a crise para mostrar um ativismo renovado no cenário internacional, ao enviar equipamento para alguns países da União Europeia – Espanha, Itália – mas sobretudo, África.

As relações turco-africanas tradicionalmente remontam à época do Império Otomano, ou seja, entre o século XVII e meados do século XIX. Se o último esteve presente principalmente no Norte e partes do “Corno” da África, os otomanos também mantiveram fortes laços com muitos países do continente.

Nas duas últimas décadas, as relações com África constituem um dos principais pilares da política externa turca.

Em 2008, foi realizada a primeira Cimeira de Cooperação Turquia-África em Istambul, na qual a Turquia foi declarada “parceiro estratégico” pela União Africana.

O seu pedido para se tornar membro do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) foi aceite no mesmo ano, antes da adesão do país em 2013.

Em 2014, à segunda Cimeira de cooperação turco-africana em Malabo, na Guiné Equatorial, seguiu-se o anúncio de um plano que cobre o período 2015-2019 com o objetivo de promover mais cooperação turco-africana em todos áreas de negócios.

A terceira Cimeira que deveria ter sido realizada em abril de 2020 foi adiada devido à pandemia Covid-19.

Entre 2008 e 2018, a Turquia quase quadruplicou o número das embaixadas e consulados no continente, com 42 representações até o momento.

Desde a década de 1990, as empresas de construção turcas teriam ganho mais de 10 mil milhões de dólares graças a 223 projetos realizados na África Subsaariana.

As construtoras turcas já participam de vários projetos de grande escala: no Senegal, grupos turcos obtiveram a gestão do novo aeroporto internacional de Blaise Diagne em Dacar, na Guiné-Conacri, um contrato de concessão foi assinado entre o Porto de Conacri e Alport SA12 – uma subsidiária de um grupo turco pertencente a Berat Albayrak – que também tem a gestão do porto e do Aeroporto Internacional de Mogadíscio, capital da Somália.

A Turquia – que tem um longo historial de fricções com a União Europeia – para além da procura por novas oportunidades económicas, a preocupação de garantir as suas necessidades de energia, também tem fortes motivações relacionadas com a sua ambição internacional de se afirmar gradualmente como um parceiro-chave no continente.

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