Ucrânia: Guerra dos média passa por África.

Como mais uma das sanções, a Europa bloqueou os média russos desde o princípio de Março 2022 e as equipas de jornalista, técnicos, produtores que emitiam para ou da Europa encontram-se, agora, de “mãos a abanar”.

Vários canais, entre eles o Russia Today (RT) poderia eventualmente serem usados em África e segundo informações começaram a contactar e explorar opções de colaboração com os média africanos e a RT já adquiriu os seguintes sites: rt-afrique.com, Rtafrica.media, Rtafrique.online.

Entre os vários países africanos que estão a receber a imprensa russa, encontra-se o Mali que já estava a captar conteúdo da RT, antes mesmo da guerra da Ucrânia o que não é surpreendente, já que o Mali é agora um dos países africanos com uma larga presença da Rússia, cujo embaixador é uma das figuras incontornáveis em Bamako.

No fundo, nada de novo se a guerra dos média neste confronto Rússia-Ocidente passar por África, já que todos os grandes dos média e das agências noticiosas ocidentais se encontram bem implantadas em África e dão a sua versão e visão do conflito.

Portanto normal que os média russos façam o mesmo e deem a sua própria leitura e narrativa do que se passa.

Aliás a média internacional que tem relacionado a guerra na Ucrânia com o continente africano tem vindo a sublinhar que a África não parece necessariamente estar do lado da Ucrânia, ou seja, que não estão a dar as notícias e versões Ocidentais.

De facto, tal como Mercados Africanos noticiou e analisou na altura, dos 54 países do continente, apenas 28 votaram a favor das sanções das Nações Unidas contra a Rússia.

Recorde-se que com exceção da Eritreia que votou contra, os restantes abstiveram-se e países como a República Centro-Africana e Mali não escondem o desejo de se tornarem importantes parceiros da Rússia no continente.

Para alem disso a presença constante da imprensa russa em África, data dos tempos da União Soviética em que as notícias e as análises da TASS, Novosti e do jornal Pravda estavam presentes nos noticiários de grande número dos países africanos.

Não é de estranhar, portanto, que muitas das notícias veiculadas pelos média africanos sobre a guerra na Ucrânia, venham dos média russos.

Neste contexto, o aumento da imprensa russa no continente não será de estranhar, antes pelo contrário.

Independentemente da presença seja dos média ocidentais ou russos e da narrativa que uns e outros façam da guerra na Ucrânia, cabe aos jornalistas africanos de analisar a situação de um ponto de vista africano e retirar as conclusões que apoiem as tomadas de decisão que favoreçam as economias e populações africanas e que ponham os interesses africanos em primeiro lugar.

 

O que achas desta guerra dos média?  Concordas que esta guerra vai ter implicações em África? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © 2022 Francisco Lopes-Santos

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