Ucrânia quer paz, mas fomenta a GUERRA.

“A liberdade deve estar melhor armada do que a tirania, sem mais armas, esta guerra irá transformar-se num banho de sangue sem fim”.

Estas são as “sábias palavras” do actual Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Diz que quer a paz, mas em meio de todas as negociações para a alcançar, as suas afirmações são sempre a fomentar a guerra.

Qualquer pessoa sensata sabe, ou deveria saber, que se levanta a voz numa discussão, perde essa discussão, pois desce ao nível de quem a fomenta. O mesmo se passa aqui. Fomentar a guerra com a desculpa da paz só faz sentido para desmemorizados que nada aprenderam com as guerras do nosso passado.

O obvio é claramente o oposto. Com mais armas é que a guerra se irá transformar num banho de sangue sem fim. A única solução para que isso não aconteça é a paz, não é a escalada armamentista.

Sempre que oiço o Zelensky a falar, parece-me que estou num espectáculo a ouvir um comediante… pergunto-me se ele sabe que neste momento está à frente de uma nação ou se, inconscientemente, pensa que continua a ser o comediante falhado que sempre foi e julga estar apenas a interpretar um papel em um muito mau espectáculo de Stand-up Comedy.

Na minha opinião, o seu background de comediante, leva vantagem sobre os seus actos pois claramente as posições dele demonstram que não se conhece a ele próprio nem entende os seus “aliados” nem o seu “inimigo”.

Para mim, o desfecho desta guerra é evidente, pois já dizia Sun Tzu no seu livro “A Arte da Guerra”:

“Conheça-se a si mesmo e conheça o inimigo, assim obterá a vitória sem qualquer perigo; aquele que não conhece nem o inimigo nem a si próprio, será derrotado”.

Infelizmente, os fomentadores desta guerra, não conhecem o princípio basilar para ganhar todas as guerras. A única guerra em que há vencedores, é aquela que nunca é combatida.

A paz só se obtém através da paz, todos nós já deveríamos ter percebido que violência, gera mais violência, por isso escalar o armamento numa guerra, só leva a mais mortes e a mais cegueira humana. Só tiranos e psicopatas é que promovem a paz através do uso da guerra.

Já Gandhi dizia:

“Olho por olho e o mundo acabará cego”.

 

A infelicidade de não se estar sozinho

Infelizmente nesta guerra, Zelensky, não está sozinho. E não estou a falar de Putin, que se tudo fez para não iniciar a guerra e achou que não tinha outra alternativa a não ser a invasão, deveria claramente ter utilizado outros meios mais persuasivos para a evitar.

Não, falo infelizmente da NATO e dos EUA que, sabendo o quão instável é a situação, provocam Putin mesmo nas suas barbas, ao anunciarem mais um pacote de 800 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia, aumentando para mais de 2,4 mil milhões de dólares o total de ajuda enviada pelos EUA desde o início da guerra.

Obviamente que a resposta russa não se fez esperar. Sergei Ryabkov, vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, afirmou logo de seguida que a Rússia vê como alvos legítimos os veículos dos EUA e da NATO que transportem armas em território ucraniano.

“Avisamos que o transporte de armas dos EUA e da NATO no território ucraniano será considerado por nós como um alvo militar legítimo”, alertou.

Mas a loucura, não vem só da parte dos americanos, infelizmente também vem da parte da União Europeia (UE), já que o Conselho da UE aprovou mais uma assistência de 500 milhões de euros para aquisição e fornecimento de armamento às Forças Armadas ucranianas.

Com este novo pacote “de ajuda” o montante fornecido pela UE, ascendendo a 1,5 mil milhões de euros e com esta ajuda, fazem algo de inédito, pois é a primeira vez na história que a UE financia o fornecimento de armamento a um país terceiro. O irónico é que os recursos foram mobilizados ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz…

 

A loucura das palavras…

Como se não bastasse todo este caos, a guerra das palavras roça o ridículo.

O presidente norte-americano, Joe Biden, acusou Moscovo de “genocídio” na Ucrânia. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, seguindo os passos do presidente dos EUA usou o mesmo termo dizendo:

“Podemos falar cada vez mais sobre genocídio na Ucrânia, temos assistido a uma vontade de atacar civis e de usar a violência sexual como arma de guerra. É totalmente inaceitável”.

Por sua vez, o presidente francês Emmanuel Macron recusou-se a usar o termo “genocídio”, alertando para o perigo de uma “escalada de palavras”.

Obviamente que Zelensky, elogiou Biden afirmando que eram as “verdadeiras palavras de um verdadeiro líder”, porque “chamar as coisas pelo nome é essencial para se opor ao mal”, ao mesmo tempo que afirmava que a atitude de Macron “é muito ofensiva” para os ucranianos.

E claro, a resposta de Moscovo foi expedita. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin afirmou que os comentários de Biden eram inaceitáveis:

“Consideramos que este tipo de esforço para distorcer a situação é inaceitável. Isto é ainda mais inaceitável vindo do presidente dos EUA, um país que cometeu crimes de guerra bem conhecidos nos últimos tempos”.

Mas será que estes massacres aconteceram realmente? Atenção que não estou aqui a defender nenhum tipo de “crime de guerra” ou algo similar, apenas analiso o evidente.

Infelizmente, já vimos muitas falsas imagens apresentadas pelos média. Desde montagens feitas a partir de simuladores de guerra para computadores, a outras bem reais, mas da guerra da Crimeia e que foram apresentadas como actuais, nesta guerra já se viu de tudo, por isso as “imagens dos massacres” devem ser analisadas com “um pé atrás” até porque “cheiram mal”.

Uma equipe de jornalistas da CNN que tentou chegar ao local dos “massacres” em Mariupol, foi barrado e gozado pelas forças ucranianas no local e foram mandados para trás, tendo-se limitado a entrar na zona ocupada pelos separatistas, onde encontraram pessoas que se recusam a abandonar a sua cidade e onde o único apoio humanitário que encontram é dado por esses separatistas.

Não encontraram valas comuns no lado ocupado e, apesar de serem acompanhados por uma pequena escolta, não lhes foi negado o acesso a nenhum lado. Quanto aos populares desde acusarem os russos de destruírem viaturas deliberadamente, passando-lhes com tanques por cima a acusarem o Batalhão Ucraniano Neonazi, Azov, de usar civis como escudos humanos, ouviram de tudo.

Em Bucha, onde de acordo com as autoridades ucranianas, centenas de civis foram mortos durante a ocupação russa e cujo massacre foi relatado por vários meios de comunicação, recebendo ampla condenação da comunidade internacional, até ao momento, foi negada a entrada no terreno da equipa forense do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Pergunto-me se tal não aconteceu, devido a terem-se mantido imparciais em relação ao ocorrido, já que Karim Khan, procurador-chefe do TPI afirmou:

“A Ucrânia é claramente um cenário de crime. Estamos aqui porque temos boas razões para acreditar que há crimes dentro da jurisdição deste Tribunal”.

“Mas atenção, temos de trespassar a névoa deixada para trás pela guerra, para alcançarmos a verdade. Temos de manter a mente aberta para qualquer cenário e confiar nas evidências”.

Por seu lado, a Rússia nega qualquer responsabilidade pelas mortes de civis naquela cidade às portas de Kiev, chegando a insinuar que os mesmos teriam sido efetuados por forças ucranianas.

Não podemos esquecer que não existem vídeos das tropas russas a cometerem “massacres” e, pelo contrário, existem vídeos de tropas ucranianas a assassinarem sumariamente, com tiros na cabeça, soldados russos, algo que não negaram, chegando a entregar os corpos às autoridades russas, em camiões frigoríficos.

A minha pergunta é simples. Que eu saiba, segundo a convenção de genebra, os prisioneiros de guerra devem ser tratados com dignidade e não assassinados a sangue-frio com tiros na cabeça à “la nazi”, portanto, porque é que são os russos acusados de “Genocídio” e não são os ucranianos acusados de “Crimes de Guerra”? Estamos perante “duas bitolas” para o mesmo problema?

 

Desentendimentos

Curiosamente, parece haver mal-entendidos entre a Ucrânia e elementos da União Europeia que, supostamente “conversam” diariamente com Zelensky.

O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse que planeava visitar Kiev juntamente com os presidentes da Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia “para enviar um forte sinal de solidariedade europeia com a Ucrânia”, mas a visita foi recusada porque ele “não era desejado por Kiev”.

Frank-Walter Steinmeier, adiantou ainda que a sua visita a Kiev foi recusada pelo próprio presidente ucraniano. Por seu lado, o chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que a recusa da visita por parte de Kiev foi “um pouco irritante”.

Entretanto, um assessor do chefe de gabinete de Zelensky negou que Kiev tenha recusado uma visita de Steinmeier e Zelensky afirma ser mentira tal recusa, pois não foi “oficialmente abordado” pelo presidente da Alemanha ou pelo seu gabinete sobre uma eventual visita à Ucrânia.

Mas será que este desentendimento se deve ao facto de a Polónia, a Estónia, a Letónia e a Lituânia, apoiarem claramente a Ucrânia e a Alemanha fazer lembrar “reminiscências” nazistas, que Zelensky quer apagar por causa do que se tem falado do Batalhão Ucraniano Neonazi, Azov”?

Ou será, tal como o jornal Bild noticiou que a recusa da visita, teria como fundamento os laços estreitos de Steinmeier com a Rússia, tais como contatos próximos, entre outros, com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov e o facto de ter sido o grande defensor do controverso gasoduto Nord Stream 2, além de também ser considerado o arquiteto da política alemã favorável à Rússia?

Fosse o que fosse, esta situação, mais uma vez, demonstra a falta de vontade de Zelensky em fazer a paz, onde todos os seus actos apontam para um forte desejo de uma guerra sangrenta continuada.

 

Conclusão

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que um “cessar-fogo geral” para fins humanitários “não parece possível no momento”, especificou que ainda aguardam respostas da Rússia, a propostas concretas para a retirada de civis e garantia de entrega de ajuda humanitária às zonas de guerra.

Moscovo, no entanto, afirmou que apresentou propostas aos emissários da Ucrânia, para facilitar a entrega de ajuda humanitária e a retirada de civis apanhados no meio dos combates, mas que estes se recusam a aceitar essas propostas.

Por seu lado, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, acusou Kiev de prolongar e atrasar as negociações de paz com Moscovo, enquanto prossegue a sua campanha militar procurando ganhar posição no terreno.

Analisando tudo isto, só podemos chegar a uma conclusão obvia:

A Rússia, apesar de país invasor, desde antes do início da invasão que tem propostas logicas concretas, para parar com este massacre irresponsável.

Todas as declarações do presidente ucraniano, apesar de, alegadamente querer a paz, são no sentido oposto e fomentam a guerra.

Resultado, a população civil, como sempre, são os que mais sofrem neste tabuleiro de guerra entre Leste vs. Oeste e Putin vs. Zelensky, onde os verdadeiros interesses para esta guerra, pairam no meio de uma nebulosa de mentiras e contradições, deixando uma pergunta no ar… no meio de tantas mentiras quem estará a dizer a verdade?

Para responder a essa pergunta, vou citar um russo do século XIX, Fiódor Dostoiévski, considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores “psicólogos” que já existiram.

“A mentira é o único privilégio do homem sobre todos os outros animais”.

 

O que achas desta guerra insana? Quem será que está a dizer a verdade e quem estará a mentir? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © 2022 Kal / Economist

Autor

  • Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos. neste momento exerce as funções de Chefe de Redação da Mercados Africanos.

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