Uganda acaba de atingir um marco importante na vida política do país, com a nomeação, pela primeira vez na história, de uma mulher como chefe de governo, Robinah Nabbanja, cuja nomeação foi validada pelo Parlamento, nesta terça-feira, 15 de junho 2021.

Uma decisão histórica não soo para o país, mas também para Africa e o mundo considerando que mesmo de forma global são muito poucas as mulheres que já ocuparam o posto de Primeiro-ministro.

No Uganda, o Parlamento validou Robinah Nabbanja como Primeiro-Ministro, por um mandato de cinco anos cuja nomeação tinha sido feita pelo chefe de estado, Yoweri Museveni, na segunda-feira, 14 de junho de 2021.

Aos 52 anos, ela é, portanto, a primeira mulher a assumir este cargo de responsabilidade neste país da África Oriental.

“Agradeço a Deus tudo o que me tem dado, agradeço também aos colegas do Parlamento por terem aceitado que me tornasse Primeiro-Ministro, sem polémicas a meu respeito”, indicou Robinah Nabbanja, num discurso, comprometendo-se a garantir a presença de todos os ministros nas sessões parlamentares.

Nabbanja, já foi Ministra da Saúde embora tenha vindo de uma formação docente e com uma larga experiência como Comissária do Distrito Residente (Governadora) e animadora radiofónica.

Ela obteve um Diploma (1998), licenciatura (2010) e mestrado em Estudos de Democracia e Desenvolvimento da Universidade dos Mártires do Uganda.

Recorde-se que no poder há 34 anos, Yoweri Museveni, 76, foi reeleito para um sexto mandato a 16 de janeiro de 2021, com 58,64% dos votos.

Durante o processo e a contagem dos votos, que registou participação de 57,22%, as autoridades suspenderam o acesso à Internet e às redes sociais.

Essas decisões seguiram uma campanha eleitoral particularmente violenta. O principal oponente do presidente Yoweri Museveni, o líder da National Unity Platform (NUP), Bobi Wine, de 38 anos, obteve 34,83% dos votos, de acordo com a comissão eleitoral.

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