O Embaixador da União Europeia em Maputo, António Sanchez-Benedito Gaspar, anunciou que a organização que representa poderá apoiar a certificação, através do sistema de indicações geográficas e denominações de origem, os produtos nacionais com um elevado potencial, com vista a permitir o aumento das exportações de Moçambique.

Falando na cerimónia do lançamento oficial do teste comercial da indicação geográfica da carne de “Cabrito de Tete”, o diplomata afirmou que o apoio da União Europeia na exportação de produtos nacionais será em estrita conformidade com as devidas normas, incluindo a utilização do símbolo de identificação do produto, sendo, por isso, a indicação geográfica do produto protegida.

Trata-se de produtos, cujas características, qualidades e reputação derivam essencialmente da sua origem geográfica, como é o caso do chá de Guruè, o arroz perfumado da Zambézia, o piri-piri de Nhacoongo, a tangerina de Inhambane, a manga de Morrumbene, o ananás de Muxúnguè, o café da Gorongosa, o café do Ibo, a batata de Angónia, entre outros, que constituem uma rica variedade de Moçambique.

Por seu turno, o Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, afirmou que os produtos acima mencionados ostentam uma longa história de produção e uma herança rica de conhecimentos e tradições.

Disse que estes produtos tem uma valorização e a sua exploração estratégica pode contribuir, de forma inquestionável, para o desenvolvimento económico e social das zonas rurais e para a redução da pobreza absoluta, que, infelizmente, ainda flagela muitos moçambicanos.

Para tal, referiu, o Governo moçambicano estabeleceu um quadro legal de proteção de indicações geográficas e denominações de origem, criando deste modo as bases jurídicas para a valorização e proteção de produtos moçambicanos com qualidades, características ou reputação derivadas de fatores naturais e humanos geograficamente delimitáveis”, afirmou o ministro.

O governante disse ainda que com o início da comercialização da indicação geográfica do cabrito de Tete se espera que haja retenção dos benefícios económicos pelos criadores, contribuindo assim para o aumento da renda familiar e consequente melhoria das condições de vida de milhares de pessoas que se dedicam à criação de gado caprino nesta província.

Criado numa região onde predomina o clima tropical seco, o “Cabrito de Tete” alimenta-se de pastos naturais, constituídos essencialmente de capim seco, maçanica, malambe e canhú. Acredita-se que a qualidade e reputação do Cabrito de Tete deriva das condições climáticas prevalecentes e o modo tradicional de criação.

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