Angola deve receber a primeira tranche de cinco milhões de vacinas contra a covid-19 em fevereiro de 2021, e espera mais sete milhões até abril, anunciou hoje a ministra da Saúde angolana, Silvia Lutucuta.

“Acreditamos que, pelo menos, até fevereiro tenhamos a oportunidade de receber a primeira tranche de cinco milhões e o que está programado até abril receber as restantes”, de um total de 12 milhões, salientou a ministra.

Sílvia Lutucuta frisou que a vacinação terá regras muitos específicas: “Serão vacinados primeiro os profissionais de saúde e pessoas de risco, com idades avançadas ou comorbilidades, é por aí que vamos começar”.

A ministra salientou que uma campanha de vacinação desta dimensão “tem uma abrangência multissetorial” pelo que o Governo está a trabalhar para a definição de vários aspetos, entre os quais a cadeia de frio para conservação das vacinas.

Segundo Silvia Lutucuta, Angola vai ter acesso numa primeira fase à vacina da Pfizer, mas poderá vir a receber outras que estão em fase final de estudo e têm pedidos de autorização, como as russas e chinesas, “desde que haja certificação da OMS [Organização Mundial de Saúde] e entidades congéneres, com garantia de que serão eficazes e trarão menos efeitos colaterais”.

Em Moçambique a vacinação poderá começar entre junho e julho do próximo ano, anunciou o ministro da Saúde.

“A nossa previsão é de que provavelmente tenhamos de começar o processo de vacinação, se a vacina for pré-qualificada atempadamente, entre junho e julho” do próximo ano, disse esta quarta-feira (09.12) o ministro da Saúde de Moçambique, Armindo Tiago. A pré-qualificação será feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no âmbito da iniciativa global Covax que prevê um acesso equitativo a vacinas contra a covid-19 em países de baixo e médio rendimento.

Como país participante na iniciativa, Moçambique terá direito a seis milhões de doses de vacina, correspondente a 20% da população, estimada em 30 milhões – percentagem definida no âmbito daquele mecanismo para cada um dos países aderentes.

A Covax é uma iniciativa conjunta da Aliança Global para as Vacinas (GAVI), da Coligação para a Inovação na Prevenção de Epidemias (CEPI) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem como objetivo a compra de dois mil milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até ao final de 2021, para depois serem utilizadas em países de baixo e médio rendimento. Até ao momento, o mecanismo conta com a participação de 184 países.

Por seu lado as autoridades argelinas e sul-africanas estão a preparar o terreno para o acesso à vacina coronavírus, informaram fontes dos media esta quinta-feira (10 de dezembro). A Entidade Reguladora dos Produtos de Saúde da África do Sul (Sahpra) indicou que vai acelerar a aprovação regulamentar das vacinas Covid-19, que serão implementadas dentro de 15 dias.

Por seu lado, o Governo argelino salientou que as partes interessadas (Comité Científico para o Acompanhamento da Pandemia Covid-19 e o Ministério da Saúde, entre outros) estão a trabalhar para fornecer às pessoas a vacina nas melhores condições. Além disso, as autoridades informaram que a vacina será gratuita para toda a população argelina.  O Estado cobrirá as despesas do medicamento que serão selecionados pela autoridade competente.

A corrida à vacina está a intensificar-se entre diferentes laboratórios em todo o mundo, incluindo a Pfizer (Alemanha), Moderna (EUA) e Gamaleïa (Rússia). Depois de anunciar que a sua vacina “Sputnik V” é 95% eficaz, a Rússia já fixou o seu preço em 18 dólares por 2 doses.

O Banco Mundial anunciou recentemente que ajudará pelo menos 100 países a prepararem-se para a implementação de testes, tratamentos e vacinas anti-Covid. Em outubro do ano passado, a instituição Breton Woods aprovou 12 mil milhões de dólares para ajudar os países em desenvolvimento a obter e distribuir vacinas, testes e tratamentos.

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